4.12.11

U R G E N T E ! ! ! CARTA DO CACIQUE MUTUA SOBRE BELO MONTE e o Grande Cacique Raoni, líder da tribo dos Kayapó, dá seu depoimento em vídeo sobre os impactos de Belo Monte na região da Volta Grande do Rio Xingu.



Carta do Cacique Mutua a todos os povos da Terra

O Sol me acordou dançando no meu rosto. Pela manhã, atravessou a palha da oca e brincou com meus olhos sonolentos. O irmão Vento, mensageiro do Grande Espírito, soprou meu nome, fazendo tremer as folhas das plantas lá fora.
Eu sou Mutua, cacique da aldeia dos Xavantes. Na nossa língua, Xingu quer dizer água boa, água limpa. É o nome do nosso rio sagrado.
Como guiso da serpente, o Vento anunciou perigo. Meu coração pesou como jaca madura, a garganta pediu saliva. Eu ouvi. O Grande Espírito da floresta estava bravo.
Xingu banha toda a floresta com a água da vida. Ele traz alegria e sorriso no rosto dos curumins da aldeia. Xingu traz alimento para nossa tribo.
Mas hoje nosso povo está triste. Xingu recebeu sentença de morte. Os caciques dos homens brancos vão matar nosso rio.
O lamento do Vento diz que logo vem uma tal de usina para nossa terra. O nome dela é Belo Monte. No vilarejo de Altamira, vão construir a barragem. Vão tirar um monte de terra, mais do que fizeram lá longe, no canal do Panamá.
Enquanto inundam a floresta de um lado, prendem a água de outro. Xingu vai correr mais devagar. A floresta vai secar em volta. Os animais vão morrer. Vai diminuir a desova dos peixes. E se sobrar vida, ficará triste como o índio.
Como uma grande serpente prateada, Xingu desliza pelo Pará e Mato Grosso, refrescando toda a floresta. Xingu vai longe desembocar no Rio Amazonas e alimentar outros povos distantes.
Se o rio morre, a gente também morre, os animais, a floresta, a roça, o peixe tudo morre. Aprendi isso com meu pai, o grande cacique Aritana, que me ensinou como fincar o peixe na água, usando a flecha, para servir nosso alimento.
Se Xingu morre, o curumim do futuro dormirá para sempre no passado, levando o canto da sabedoria do nosso povo para o fundo das águas de sangue.
Hoje pela manhã, o Vento me levou para a floresta. O Espírito do Vento é apressado, tem de correr mundo, soprar o saber da alma da Natureza nos ouvidos dos outros pajés. Mas o homem branco está surdo e há muito tempo não ouve mais o Vento.
Eu falei com a Floresta, com o Vento, com o Céu e com o Xingu. Entendo a língua da arara, da onça, do macaco, do tamanduá, da anta e do tatu. O Sol, a Lua e a Terra são sagrados para nós.
Quando um índio nasce, ele se torna parte da Mãe Natureza. Nossos antepassados, muitos que partiram pela mão do homem branco, são sagrados para o meu povo.
É verdade que, depois que homem branco chegou, o homem vermelho nunca mais foi o mesmo. Ele trouxe o espírito da doença, a gripe que matou nosso povo. E o espírito da ganância que roubou nossas árvores e matou nossos bichos. No passado, já fomos milhões. Hoje, somos somente cinco mil índios à beira do Xingu, não sei por quanto tempo.
Na roça, ainda conseguimos plantar a mandioca, que é nosso principal alimento, junto com o peixe. Com ela, a gente faz o beiju. Conta a história que Mandioca nasceu do corpo branco de uma linda indiazinha, enterrada numa oca, por causa das lágrimas de saudades dos seus pais caídas na terra que a guardava.
O Sol me acordou dançando no meu rosto. E o Vento trouxe o clamor do rio que está bravo. Sou corajoso guerreiro, não temo nada.
Caminharei sobre jacarés, enfrentarei o abraço de morte da jiboia e as garras terríveis da suçuarana. Por cima de todas as coisas pularei, se quiserem me segurar. Os espíritos têm sentimentos e não gostam de muito esperar.
Eu aprendi desde pequeno a falar com o Grande Espírito da floresta. Foi num dia de chuva, quando corria sozinho dentro da mata, e senti cócegas nos pés quando pisei as sementes de castanha do chão. O meu arco e flecha seguiam a caça, enquanto eu mesmo era caçado pelas sombras dos seres mágicos da floresta.
O espírito do Gavião Real agora aparece rodopiando com suas grandes asas no céu.
Com um grito agudo perguntou:
Quem foi o primeiro a ferir o corpo de Xingu?
Meu coração apertado como a polpa do pequi não tem coragem de dizer que foi o representante do reino dos homens.
O espírito do Gavião Real diz que se a artéria do Xingu for rompida por causa da barragem, a ira do rio se espalhará por toda a terra como sangue e seu cheiro será o da morte.
O Sol me acordou brincando no meu rosto. O dia se abriu e me perguntou da vida do rio. Se matarem o Xingu, todos veremos o alimento virar areia.
A ave de cabeça majestosa me atraiu para a reunião dos espíritos sagrados na floresta. Pisando as folhas velhas do chão com cuidado, pois a terra está grávida, segui a trilha do rio Xingu. Lembrei que, antes, a gente ia para a cidade e no caminho eu só via árvores.
Agora, o madeireiro e o fazendeiro espremeram o índio perto do rio com o cultivo de pastos para boi e plantações mergulhadas no veneno. A terra está estragada. Depois de matar a nossa floresta, nossos animais, sujar nossos rios e derrubar nossas árvores, querem matar Xingu.
O Sol me acordou brincando no meu rosto. E no caminho do rio passei pela Grande Árvore e uma seiva vermelha deslizava pelo seu nódulo.
Quem arrancou a pele da nossa mãe? gemeu a velha senhora num sentimento profundo de dor.
As palavras faltaram na minha boca. Não tinha como explicar o mal que trarão à terra.
Leve a nossa voz para os quatro cantos do mundo clamou O Vento ligeiro soprará até as conchas dos ouvidos amigos ventilou por último, usando a língua antiga, enquanto as folhas no alto se debatiam.
Nosso povo tentou gritar contra os negócios dos homens. Levamos nossa gente para falar com cacique dos brancos. Nossos caciques do Xingu viajaram preocupados e revoltados para Brasília. Eu estava lá, e vi tudo acontecer.
Os caciques caraíbas se escondem. Não querem olhar direto nos nossos olhos. Eles dizem que nos consultaram, mas ninguém foi ouvido.
O homem branco devia saber que nada cresce se não prestar reverência à vida e à natureza. Tudo que acontecer aqui vai voar com o Vento que não tem fronteiras. Recairá um dia em calor e sofrimento para outros povos distantes do mundo.
O tempo da verdade chegou e existe missão em cada estrela que brilha nas ondas do Rio Xingu. Pronta para desvendar seus mistérios, tanto no mundo dos homens como na natureza.
Eu sou o cacique Mutua e esta é minha palavra! Esta é minha dança! E este é o meu canto!
Porta-voz da nossa tradição, vamos nos fortalecer. Casa de Rezas, vamos nos fortalecer. Bicho-Espírito, vamos nos fortalecer. Maracá, vamos nos fortalecer. Vento, vamos nos fortalecer. Terra, vamos nos fortalecer.
Rio Xingu! Vamos nos fortalecer!
Leve minha mensagem nas suas ondas para todo o mundo: a terra é fonte de toda vida, mas precisa de todos nós para dar vida e fazer tudo crescer.
Quando você avistar um reflexo mais brilhante nas águas de um rio, lago ou mar, é a mensagem de lamento do Xingu clamando por viver.

Cacique Mutua

15.11.11

O pronunciamento do cacique Seattle

O pronunciamento do cacique Seattle:
(discurso pronunciado após a fala do encarregado de negócios indígenas do governo norte-americano haver dado a entender que desejava adquirir as terras de sua tribo Duwamish).

...Colocando uma mão sobre a cabeça do Governador, e lentamente apontando para o céu com o dedo indicador da outra, em tom solene e impressionante, começou seu memorável pronunciamento.

"O grande chefe de Washington mandou dizer que desejava comprar a nossa terra, o grande chefe assegurou-nos também de sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não precisa de nossa amizade.
Vamos, porém, pensar em sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará nossa terra. O grande chefe de Washington pode confiar no que o Chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na alteração das estações do ano.

Minhas palavras são como as estrelas que nunca empalidecem.
Como podes comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia nos é estranha. Se não somos donos da pureza do ar ou do resplendor da água, como então podes comprá-los? Cada torrão desta terra é sagrado para meu povo, cada folha reluzente de pinheiro, cada praia arenosa, cada véu de neblina na floresta escura, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados nas tradições e na consciência do meu povo. A seiva que circula nas árvores carrega consigo as recordações do homem vermelho.

O homem branco esquece a sua terra natal, quando - depois de morto - vai vagar por entre as estrelas. Os nossos mortos nunca esquecem esta formosa terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia - são nossos irmãos. As cristas rochosas, os sumos da campina, o calor que emana do corpo de um mustang, e o homem - todos pertencem à mesma família.

Portanto, quando o grande chefe de Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, ele exige muito de nós. O grande chefe manda dizer que irá reservar para nós um lugar em que possamos viver confortavelmente. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, vamos considerar a tua oferta de comprar nossa terra. Mas não vai ser fácil, porque esta terra é para nós sagrada.

Esta água brilhante que corre nos rios e regatos não é apenas água, mas sim o sangue de nossos ancestrais. Se te vendermos a terra, terás de te lembrar que ela é sagrada e terás de ensinar a teus filhos que é sagrada e que cada reflexo espectral na água límpida dos lagos conta os eventos e as recordações da vida de meu povo. O rumorejar d'água é a voz do pai de meu pai. Os rios são nossos irmãos, eles apagam nossa sede. Os rios transportam nossas canoas e alimentam nossos filhos. Se te vendermos nossa terra, terás de te lembrar e ensinar a teus filhos que os rios são irmãos nossos e teus, e terás de dispensar aos rios a afabilidade que darias a um irmão.

Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um lote de terra é igual a outro, porque ele é um forasteiro que chega na calada da noite e tira da terra tudo o que necessita. A terra não é sua irmã, mas sim sua inimiga, e depois de a conquistar, ele vai embora, deixa para trás os túmulos de seus antepassados, e nem se importa. Arrebata a terra das mãos de seus filhos e não se importa. Ficam esquecidos a sepultura de seu pai e o direito de seus filhos à herança. Ele trata sua mãe - a terra - e seu irmão - o céu - como coisas que podem ser compradas, saqueadas, vendidas como ovelha ou miçanga cintilante. Sua voracidade arruinará a terra, deixando para trás apenas um deserto.

Não sei. Nossos modos diferem dos teus. A vista de tuas cidades causa tormento aos olhos do homem vermelho. Mas talvez isto seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que de nada entende.

Não há sequer um lugar calmo nas cidades do homem branco. Não há lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o tinir das asas de um inseto. Mas talvez assim seja por ser eu um selvagem que nada compreende; o barulho parece apenas insultar os ouvidos. E que vida é aquela se um homem não pode ouvir a voz solitária do curiango ou, de noite, a conversa dos sapos em volta de um brejo? Sou um homem vermelho e nada compreendo. O índio prefere o suave sussurro do vento a sobrevoar a superfície de uma lagoa e o cheiro do próprio vento, purificado por uma chuva do meio-dia, ou recendendo a pinheiro.

O ar é precioso para o homem vermelho, porque todas as criaturas respiram em comum - os animais, as árvores, o homem.

O homem branco parece não perceber o ar que respira. Como um moribundo em prolongada agonia, ele é insensível ao ar fétido. Mas se te vendermos nossa terra, terás de te lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar reparte seu espírito com toda a vida que ele sustenta. O vento que deu ao nosso bisavô o seu primeiro sopro de vida, também recebe o seu último suspiro. E se te vendermos nossa terra, deverás mantê-la reservada, feita santuário, como um lugar em que o próprio homem branco possa ir saborear o vento, adoçado com a fragrância das flores campestres.

Assim pois, vamos considerar tua oferta para comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, farei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.

Sou um selvagem e desconheço que possa ser de outro jeito. Tenho visto milhares de bisões apodrecendo na pradaria, abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem em movimento. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais importante do que o bisão que (nós - os índios) matamos apenas para o sustento de nossa vida.

O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Porque tudo quanto acontece aos animais, logo acontece ao homem. Tudo está relacionado entre si.

Deves ensinar a teus filhos que o chão debaixo de seus pés são as cinzas de nossos antepassados; para que tenham respeito ao país, conta a teus filhos que a riqueza da terra são as vidas da parentela nossa. Ensina a teus filhos o que temos ensinado aos nossos: que a terra é nossa mãe. Tudo quanto fere a terra - fere os filhos da terra. Se os homens cospem no chão, cospem sobre eles próprios.

De uma coisa sabemos. A terra não pertence ao homem: é o homem que pertence à terra, disso temos certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si. Tudo quanto agride a terra, agride os filhos da terra. Não foi o homem quem teceu a trama da vida: ele é meramente um fio da mesma. Tudo o que ele fizer à trama, a si próprio fará.

Os nossos filhos viram seus pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio, envenenando seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias - eles não são muitos. Mais algumas horas, mesmos uns invernos, e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nesta terra ou que têm vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará, para chorar sobre os túmulos de um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.

Nem o homem branco, cujo Deus com ele passeia e conversa como amigo para amigo, pode ser isento do destino comum. Poderíamos ser irmãos, apesar de tudo. Vamos ver, de uma coisa sabemos que o homem branco venha, talvez, um dia descobrir: nosso Deus é o mesmo Deus. Talvez julgues, agora, que o podes possuir do mesmo jeito como desejas possuir nossa terra; mas não podes. Ele é Deus da humanidade inteira e é igual sua piedade para com o homem vermelho e o homem branco. Esta terra é querida por ele, e causar dano à terra é cumular de desprezo o seu criador.

Os brancos também vão acabar; talvez mais cedo do que todas as outras raças. Continuas poluindo a tua cama e hás de morrer uma noite, sufocado em teus próprios desejos.

Porém, ao perecerem, vocês brilharão com fulgor, abrasados, pela força de Deus que os trouxe a este país e, por algum desígnio especial, lhes deu o domínio sobre esta terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é para nós um mistério, pois não podemos imaginar como será, quando todos os bisões forem massacrados, os cavalos bravios domados, as brenhas das florestas carregadas de odor de muita gente e a vista das velhas colinas empanada por fios que falam.

Onde ficará o emaranhado da mata? Terá acabado. Onde estará a águia? Irá acabar. Restará dar adeus à andorinha e à caça; será o fim da vida e o começo da luta para sobreviver.

Compreenderíamos, talvez, se conhecêssemos com que sonha o homem branco, se soubéssemos quais as esperanças que transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais as visões do futuro que oferece às suas mentes para que possam formar desejos para o dia de amanhã. Somos, porém, selvagens. Os sonhos do homem branco são para nós ocultos, e por serem ocultos, temos de escolher nosso próprio caminho. Se consentirmos, será para garantir as reservas que nos prometestes. Lá, talvez, possamos viver o nossos últimos dias conforme desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará vivendo nestas floresta e praias, porque nós a amamos como ama um recém-nascido o bater do coração de sua mãe.

Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Preteje-a como nós a protegíamos. Nunca esqueças de como era esta terra quando dela tomaste posse: E com toda a tua força o teu poder e todo o teu coração - conserva-a para teus filhos e ama-a como Deus nos ama a todos. De uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus, esta terra é por ele amada. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum."

Fonte: "Trechos de um diário: O Cacique Seattle: Um cavalheiro por instinto". 10º artigo da série “Primeiras Reminiscências” - Seattle Sunday Star, 29 de outubro de 1887 do articulista Henry Smith (tradução livre, pela equipe de Floresta Brasil)

14.11.11

LA LIRA DE MAURILIA - IV Janela Internacional de Cinema do Recife


BRA 3
SALVAR ARQUIVO VOL. 3
Uma série de arquivos salvos a caneta, tesoura, fotografia, VHS, história oral e jornalismo popular. Histórias de vida guardadas em seja lá que suporte.Os nossos espaços às vezes são tomados, seja por vontade própria ou invasão.
83 MIN / 12 ANOS
CINEMA SÃO LUIZ: DOM, 6/NOV, 18:45 
CINEMA DA FUNDAÇÃO: TER, 8/NOV, 17:00 + DEBATE


11.10.11

LA LIRA DE MAURILIA

13º Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte
Palácio das Artes - Cine Humberto Mauro
Dia 16, domingo, 17h - 2011
Dia 21, sexta, 17h15 - 2011
Dia 23, domingo, 19h15 - 2011

“LA LIRA DE MAURILIA” - 09’04’, cor, 16mm
Com Maurilia Benevides de Carvalho
Autor Alonso Pafyeze
Produtor Laudmir Vieira
Assistente Eduardo Gomes
Fotógrafo Roberto Saúde
Assistentes Deniel Diniz e Thales Amorim Violante
JL Som Direto Juninho e Luizinho Sant'Anna
Montagem Lorena Ortiz E Pablo Paniagua
AGRADECIMENTO ESPECIAL Afonso Nunes
Cana Brava - Bahia - Brasil - 2011





18.2.11

1976 Scared Place


Direction: Carlosmagno Rodrigues e Alonso Pafyeze

20.1.11

Guillaume Nery base jumping at Dean's Blue Hole, filmed on breath hold by Julie Gautier

Guillaume Nery base jumping at Dean's Blue Hole, filmed on breath hold by Julie Gautier


14.1.11

Você pode dizer Que eu sou um sonhador Mas eu não sou o único Eu tenho a esperança de que um dia Você se juntará a nós E o mundo será como um só


.... IMAGINE .... LENNON .... by ZBIGNIEW RYBCZYNSKI .... 1987 ....

Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today

Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace

You may say
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world

You may say,
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will live as one

... . .. . ....

Imagine não existir paraíso
É fácil se você tentar
Nenhum inferno abaixo de nós
Acima de nós apenas o céu
Imagine todas as pessoas
Vivendo para o hoje

Imagine não existir países
Não é difícil de fazê-lo
Nada pelo que matar ou morrer
E nenhuma religião também
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz

Você pode dizer
Que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Eu tenho a esperança de que um dia
você se juntará a nós
E o mundo será como um só

Imagine não existir posses
Me pergunto se você consegue
Sem necessidade de ganância ou fome
Uma irmandade de homens
Imagine todas as pessoas
Compartilhando todo o mundo

Você pode dizer
Que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Eu tenho a esperança de que um dia
Você se juntará a nós
E o mundo será como um só

19.12.10

Auroras

Aurora Boreal Auroras Boreais Auroras...










1.8.10

SAN PAFRYK


por CARLOSMAGNO Rodrigues

7.6.10

PosteRazor

PosteRazor é um editor de imagens que ajuda você na criação de pôsteres de suas fotos e imagens preferidas. Com ele você poderá dividir as imagens de alta definição em várias folhas/hojas para para montar um cartaz ou um outdoor. Depois de montadas, as imagens serão enviadas para um arquivo PDF para facilitar a impressão.



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Boa ação!
Buena Acción!

20.5.10

CHAMADA PARA OCUPACCIÓN TELA RODANTE SÃO PAULO



22 e 23

22 e 23 de MAIO
NA CASA DO SACI
r. wanderlei, 702
Perdizes, SP
a partir das 14h

29.4.10

SER OU NÃO SER



RE-CRIAÇÃO
Ser ou não ser

Alonso Pafyeze
Lorena Ortiz
Mata Atlântica - 2010

24.4.10



Marina Abramović will perform in the Marron Atrium at MoMA throughout the duration of the exhibition, starting before the Museum opens each day and continuing until after closing. (Note: video stream will eventually time out.) She will not perform on March 30, April 6, and during MoMA Nights or special late-night hours on April 22, 24, and 25.












/exhibitions/2010/marinaabramovic/

FLICKR

MOMA



11.12.09

1976









1976
DIREÇÃO: CARLOSMAGNO RODRIGUES E ALONSO PAFYEZE, 3MIN. HDV, Mg-BRASIL, AGOSTO DE 2009

Sinopse:

Três seres viventes são mantidos no fundo de uma piscina. Filme de imersão física e emocional, onde não há metafísica, não há sentimentos de espiritualidade, ou qualquer de misticismo apenas o torpor da condição de estar vivo e relutar.

Three living-beings are kept in the bottom of a pool. Video of physical and emotional immersion, where there’s no metaphysics, no feelings of spirituality, or any mysticism, just the torpor of the condition of being alive and reluctant

Trois êtres vivants sont au fond d’une piscine. Vidéo d’une immersion physique et émotionnelle, où il n’y a pas de métaphysiques, de sentiments de spiritualité ni aucun mysticisme, seulement la torpeur de la condition d’être vivant et réticent
.


DIREÇÃO:
CARLOSMAGNO RODRIGUES E ALONSO PAFYEZE
MINAS GERAIS - BRASIL 2009

ASSISTENTE DE DIREÇÃO:
CRIS VENTURA

CENÁRIO:
CECÍLIA BIZZOTTO

PRODUZIDO POR:
ALONSO PAFYEZE
ASSISTENTE DE PRODUÇÃO
RAFAEL CONDE

FOTOGRAFIA:
LUCAS (TIÃO)

PERFORMER:
FABRÍCIO CRUZ

CÂMERA:
LUCAS (TIÃO)

COMPOSIÇÃO MUSICAL:
SARA ALVES BR

MIXAGE E MONTAGEM:
CARLOSMAGNO
RODRIGUES

APOIO:
FEU - CINEVIDEO BHZ
PAULO EMILIO - BROKOLIS
DO BRASIL

26.11.09

apenas um cisco.


Grande, perto de uma formiga


Pequeno perto da baleia.

...um cisco no universo

12.11.09

LORENA NO 16 FESTIVAL DE CINE E VIDEO DE VITÓRIA - ESPIRITO SANTO

"Lorena" selecionado para o 16 Festival de cine e vídeo de Vitória - ES.

Festival de cinema de Vitória, 30 de Novembro ao dia 05 de Dezembro.

o que seria óbvio para um peixe
é objeto de apreciação e sentimento
no fundo do mar com os olhos de um pardal.

what would be obvious for a fish
It's object of apreciation and feeling
at the bottom at the sea, with the eyes of a sparrow.

lo que sería obvio para un pez
es objeto de apreciación y sentimiento
en el fondo del mar, con los ojos de un gorrión.

Direção: Alonso Pafyeze - Som: Lorena Ortiz





Link para site do Festival:
http://www.vitoriacinevideo.com.br/

Com carinho,
Pafy

8.11.09

CHEGA DE HIPOCRISIA!!!!!!

Pra começar a conversa vejam a diferença entre quem utiliza da cannabis e quem a proíbe.

A paz e a simplicidade entre as pessoas do povo de Cruzeta RN. Liamba de Dona Marta, um santo remédio para dor de dente, febre, dor de ouvido, dor de cabeça...


Vídeo abaixo com o deputado Paes de Lira. O PEQUENO DITADOR MALSUCEDIDO



Mercado de picanha deputado? o que você está falando? Pessoas chapadas gritando maconha? que é isso, o senhor acha mesmo que quem usa a maconha são jovens perdidos e sem estudo, está enganado, abre uma audiência realmente pública e vai saber quem são as pessoas que estão defendendo o uso medicinal da cannabis, com que ponto de seriedade e sabedoria que os usuários dessa planta medicinal a tratam.
Deputado, o senhor deveria ler e procurar estudar bem mais sobre a cannabis antes de defender a proibição, antes de sair falando com argumentos de tão pouco peso e fútil, o senhor está em um cargo de deputado, recebe pra isso, faz parte do governo do nosso país.
A maconha é medicinal e já esta provado, não só se fuma, se faz desde chá como o senhor Matias disse no vídeo acima, ou até mesmo Leite , no Japão a plantação de maconha ameniza a crise financeira, então não nos venha com esse seu texto arrogante completamente preso as leis de um livro onde as leis precisam ser revistas.
Nosso país não vai nada bem com narcotraficantes derrubando helicopteros da policia deixando bem claro que eles estão no comando, eles tem o poder, isso senhor senador por pessoas como você que os fortalece, quem fortalece o narcotráfico hoje é você.
Enquanto o Brasil leva prejuízo de 2 bilhões no Rio de Janeiro, o Japão utiliza a cannabis para amenizar a crise, e você com esse texto? Por que não preocupar com seus ex-colegas de trabalho, esses sim estão precisando de apoio e tratamento.
link para videos do confronto PM x Civil em São Paulo. ( alias, já viu 'maconheiros por aibrigando ou fazendo arruaças como esses pms? chutando pessoas e até professores?) CHAPADOS COMO O SENHOR DISSE, JAMAIS PUXARIA O GATILHO OU JOGARIA UMA BOMBA NUMA SITUAÇÃO DESSA! PELO CONTRÁRIO, OS CHAPADOS LEVANTAM A BANDEIRA DO AMOR, POIS A CANNABIS, NOS DA SABEDORIA E TRANQUILIDADE, ENTRE TANTAS CURAS...

A final quem precisa de tratamento?

Nao precisa muita coisa nao, é só avaliar, o Sr Matias, e o Sr Paes Lira, SINCERAMENTE, VAMOS DEIXAR DE HIPOCRISIA!

Abraços
com amor
Alonso Pafyeze

3.11.09

LEGALIZAÇÃO DA MACONHA NO BRASIL

Levante você também a bandeira da descriminalização da maconha no Brasil!

Portugal, Alemanha, 15 estados dos EUA, Buenos Aires entre vários outros países revisaram a lei de seu país e descriminalizaram o uso medicinal da maconha.

PT levanta a bandeira e o deputado Paulo Teixeira fala sobre as propostas de alterações na lei antidrogas no Brasil.


Paulo Teixeira fala sobre vários danos causados pela lei atual, o ponto que mais me tocou da entrevista foi quando ele disse que a primeira etapa antes da legalização é a descriminalização.

Concordo com o Senhor, senhor deputado, antes de legalizar tem que descriminar, descriminar uma planta sagrada que nunca deveria ter sido criminalizada.

Clique aqui e assista a entrevista completa com deputado Paulo Teixeira.
Saiba mais acessando o Blog do deputado Paulo Teixeira



Com a iniciativa DESCRIMINALIZAÇÃO DA MACONHA, fiz um logo para a Rádio Legalize que permanece firme e forte na luta da descriminalização. www.radiolegalize.com

* Posto aqui também o documentário GRASS, que mostra as BIZARRAS campanhas anti maconha no sec XX.

Sinopse: Um documentário corajoso sobre um dos assuntos mais polêmicos dos nossos tempos: a guerra contra a marijuana, desde a década de 1920 até os dias de hoje: - Os bilhões de dólares gastos pelo governo norte-americano para o "combate às drogas"; - As bizarras campanhas publicitárias criadas no século XX com o objetivo de propagar o mito da "erva maldita"; - O racismo implícito na criminalização de muitos usuários da erva do início do século XX, nos EUA; - Os interesses políticos por trás da proibição.
GRASS é um documento histórico sobre a guerra contra o uso da cannabis.
Narrado pelo ator Woody Harrelson, de "O Povo Contra Larry Flynt".



Links para download:
http://rapidshare.com/files/34469134/IMAX_-_History_Of_Marijuana.part1.rar
http://rapidshare.com/files/34480433/IMAX_-_History_Of_Marijuana.part2.rar
http://rapidshare.com/files/34620960/IMAX_-_History_Of_Marijuana.part3.rar
http://rapidshare.com/files/34627370/IMAX_-_History_Of_Marijuana.part4.rar
http://rapidshare.com/files/34633420/IMAX_-_History_Of_Marijuana.part5.rar
http://rapidshare.com/files/34643621/IMAX_-_History_Of_Marijuana.part6.rar
http://rapidshare.com/files/34648579/IMAX_-_History_Of_Marijuana.part7.rar

APOIO A DESCRIMINALIZAÇÃO E COMEMORO A LEGALIZAÇÃO DA MACONHA, ESSA PLANTA SAGRADA QUE NOS DA LUZ E CALMA.

com carinho,
pafy

1.11.09

Lorena no Festival internacional de curtas do Rio de Janeiro

Convido a todos a assistirem LORENA no Festival de curtas do Rio.

Direção: Alonso Pafyeze
Som: Lorena Ortiz





DATAS E HORÁRIOS:

Ponto Cine
dom, 1º nov 16h

Travessa
ter, 3 nov 16h00

Caixa Cultural 2
qua, 4 nov 15h
sab, 7 nov 19h

Caixa Cultural 1
sex, 6 nov 18h30

--------
infos do filme no festival: Lorena Fest Rio
link do festival: http://curtacinema.com.br

31.10.09

Narval está en transe



3 metros de bico (seu dente, seu radar, sua antena) de 4 a 5 metros de tamanho e cerca de 1,5 toneladas de pura beleza e encantamento.

Delicioso ficar encantado e emocionado de ver uma beleza tão esplêndida, ver e sentir o mundo real.

Narval, Narwhal, Narwal....








http://pt.wikipedia.org/wiki/Narval

30.10.09

Banksy vs Bristol Museum



Banksy interview



Banksy - Paris Hilton



Banksy in Palestine